PROMOTORIA DENUNCIA EX-MARIDO POR MANTER MULHER EM PORÃO.

11/02/2011 00:08

 

 

O Ministério Público de Sorocaba (99 km de SP) denunciou à Justiça, nesta quinta-feira, o aposentado João Batista Groppo, 64, e a atual mulher dele, Maria Aparecida Furquim, 58, por manterem a ex-mulher de Groppo no porão de casa por ao menos oito anos.

Sebastiana Aparecida Groppo, 64, que sofre de transtornos mentais, vivia em um porão úmido da casa deles, num bairro de classe média de Sorocaba, sem luz e trancada com grade e cadeado, segundo a polícia.

Ela foi libertada no dia 26 de janeiro pela Polícia Civil depois de uma denúncia anônima. Policiais da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) relataram que o local tinha caramujos, baratas e fezes no chão.

A delegada Jaqueline Barcelos Coutinho, da DDM, disse que a mulher dormia em uma cama improvisada com um pedaço de espuma.

O inquérito policial foi concluído na sexta-feira passada e também responsabilizou o ex-marido e a atual mulher dele.

João Batista Groppo, foi denunciado pela Promotoria pelos crimes de cárcere privado e por expor a perigo a integridade e a saúde de idoso (Estatuto do Idoso).

Maria Aparecida Furquim, foi denunciada por cárcere privado. Ambas as denúncias apresentam agravantes que podem aumentar as penas dos dois caso a Justiça abra o processo.

FLAGRANTE

Groppo e Furquim foram presos em flagrante no dia 26 de janeiro. Eles moram juntos desde 1983 e têm uma filha. Os dois continuam presos e negam as acusações.

A Justiça ainda vai decidir se inclui os filhos de Furquim e Groppo no processo, por omissão.

Dos três filhos que podem vir a responder por omissão de socorro, uma é filha do casal denunciado, outra é filha apenas de Furquim e o outro é filho de Groppo e Sebastiana.

Um outro filho de Groppo e de Sebastiana não foi incluído no inquérito policial por morar nos EUA.

Em depoimento à Polícia Civil, Groppo declarou à polícia que Sebastiana voltou a morar com ele em 2003, quando passou a ficar no porão.

O advogado do casal, José Aparecido Gallo, entrou com pedido de liberdade provisória e aguarda uma decisão.

Sebastiana foi ouvida pela polícia no inquérito e, segundo a delegada, disse apenas "palavras desconexas".

folha.com


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