OBSERVATÓRIO DE ANTARES CONSTATA QUEDA DE METEORITOS EM FEIRA DE SANTANA

29/01/2011 01:00

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 O Observatório Astronômico Antares, órgão vinculado à Universidade Estadual de Feira de Santana (UFES), constatou serem de meteoritos dezenas de fragmentos encontrados no bairro Gabriela, localizado na periferia da cidade.

Em dezembro de 2010, durante passeio matinal, uma moradora que prefere não se identificar percebeu vários objetos escuros de brilho metálico espalhados pelo chão.

Após consultas na internet, ela decidiu comunicar o achado ao Observatório Antares. Uma equipe foi deslocada ao local e identificou que os fragmentos do meteorito são do tipo ferroso, conforme informou o diretor Paulo Poppe.

Ele revelou que não é possível determinar a data em que o meteorito caiu, mas salientou que é o primeiro reconhecimento oficial do fato em Feira de Santana.

O material foi cedido ao Antares para pesquisa científica. Poppe orienta a população a colaborar com a ciência ao encontrar fragmentos que possuam características semelhantes às de um meteorito. Basta entrar em contato com o Observatório. Os objetos poderão ser formalmente doados à UFES ou devolvidos após a pesquisa.

Características

Meteoritos são fragmentos de um meteoróide - quando ainda estão no espaço - que caem na superfície terrestre depois de terem atravessado a atmosfera. Devido ao atrito como ar, o meteorito fica incandescente e produz o fenômeno luminoso chamado popularmente de estrela cadente. A maioria destes corpos se desintegra totalmente na atmosfera.

Bendengó

O Brasil tem cerca de 60 meteoritos reconhecidos pela ciência, apesar de pesquisadores sugerirem a existência de milhares de exemplares espalhados pelo território, além de pelo menos uma centena preservada por particulares.

O Observatório Antares possui uma réplica em tamanho real do meteorito de Bendegó encontrado em 1784 no sertão da Bahia, 35 km a noroeste do município de Monte Santo.

O meteorito foi transportado em 1887/1888 para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, por iniciativa do imperador Dom Pedro II, encontrando-se no local até hoje. A réplica está aberta à visitação pública. Informações de Vívian Servo Leite e Everaldo Goes - Ascom/Uefs.

 

 


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