"VIRA PARA A PAREDE, QUE EU VOU MATAR VOCÊS!", DIZIA ATIRADOR.

07/04/2011 18:46

Imagem do atirador Wellington Menezes de Oliveira

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, mandava as crianças virarem para a parede antes de matá-las, disse a estudante Jade Ramos Araújo, 12 anos, que estava na escola na hora do ataque.

“Ele gritava para as crianças: ‘Vira para a parede que vou te matar!’ As crianças gritavam, implorando: não me mata, não, moço!”, contou a menina, completando que ele mandava alguns estudantes se ajoelharem antes de disparar. “Vou te matar, não adianta correr”, afirmava Wellington.

De acordo com Jade, muitas crianças ficaram em estado de choque, sem ação, e outras desmaiaram diante da situação de pânico.

“Muita gente entrou em choque, desmaiou na escada, e aí que ele matou mesmo. Desmaiaram muitas pessoas. Ele atirava nos pés de outros, e as crianças passavam a pedir: ‘Me ajuda, me ajuda, não me deixe morrer”, disse a menina.

A menina disse que, por medo, evitou olhar para o atirador. Nos corredores da escola municipal, uma cena que nunca vai esquecer. “Parecia uma cachoeira de sangue, com sangue escorrendo feito água”, disse. "Tinha muita gente morta na escada, mais meninas que meninos".

Nos primeiros minutos do ataque, a professora da menina chegou a cogitar que os barulhos fossem explosões de bexiga. Porém logo duas meninas entraram na sala e avisaram do que se tratava. A turma então subiu para o terceiro andar, tentando fugir. No novo abrigo, a professora “trancou a porta com cadeira, mesa, armário, tudo o que tinha”.

Enquanto ouvia tiros, Jade ficou “abaixada, encolhidinha”. “Eu estava com medo de morrer e, para me tranquilizar, fiquei desenhando na minha mão. Desenhei uma casa, que era onde eu queria estar, para me tranquilizar”, disse a menina.

Vítima é socorrida após disparos em escola em Realengo, no Rio

Vítima é socorrida após disparos em escola em Realengo, no Rio

 Moradores da região e familiares das crianças se emocionam

Moradores da região e familiares das crianças se emocionam

Movimentação em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro

Movimentação em frente à Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro

Pais se aglomeram na porta da escola para ter informações sobre seus filhos

Pais se aglomeram na porta da escola para ter informações sobre seus filhos

Policiais isolam entrada da escola após o tiroteio

Policiais isolam entrada da escola após o tiroteio

Homens do SAMU atendem às vítimas do tiroteio

Homens do SAMU atendem às vítimas do tiroteio

Daniele de Azevedo mostra a foto da prima Larissa dos Santos Atanazio, que foi ferida no tiroteio

Daniele de Azevedo mostra a foto da prima Larissa dos Santos Atanazio, que foi ferida no tiroteio

Dilma emocionou-se ao falar do massacre

Dilma emocionou-se ao falar do massacre

Feridos chegam ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, após o tiroteio

 

Feridos chegam ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, após o tiroteio

 

O terceiro sargento da Polícia Militar do Rio, Márcio Alexandre Alves (E), foi o policial que entrou em confronto com o atirador

O terceiro sargento da Polícia Militar do Rio, Márcio Alexandre Alves (E), foi o policial que entrou em confronto com o atirador

 

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta pediu calma aos familiares das vítimas

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta pediu calma aos familiares das vítimas

 

Parentes de vítimas choram em frente ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo

 

Parentes de vítimas choram em frente ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo


www.teomaria.com